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sábado, 12 de maio de 2012

Respeito aos pensamentos do mundo.


É isso aí, pessoa. Há de serem respeitados todos os pensamentos. É assim mesmo com as coisas e fatos deste mundo material, cada qual dá sua opinião conforme a quantidade e qualidade de informações que possui sobre o assunto opinado. Todavia não é assim em relação às coisas espirituais. Com base nisso , vou escrever o que penso sobre isso.

No princípio da Igreja, era um só o pensamento de todos os membros, ou seja, todos pensavam do mesmo modo, e a Igreja era forte no Senhor. "Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos." (Atos 1:14). E também: "E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão." (Atos 5:12). E, ainda: "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer." (I Corintios 1:10).

Por manterem o mesmo pensamento, por haver unanimidade entre seus membros, a Igreja foi desde o início perseguida pelos líderes religiosos da época. Quando mais perseguição, mais a Igreja crescia, porque o mesmo pensamento mantém a união entre as pessoas.

Então os sacerdotes mudaram a estratégia, e mandaram seus cupinxas se infiltrarem nela, os quais são chamados de falsos mestres/profetas/irmãos (Leia Gálatas 2:14 e II Pedro 2:1 e I João 4:1) para disseminar falsos ensinos entre os cristãos a fim de enfraquecê-los na fé.

Observe a admoestação do Apóstolo João, em I João 4:1, de que não se deve crer em todo espírito (entenda-se: “revelação”, “doutrina religiosa”), devendo antes provar se os espíritos são de Deus, isso porque muitos falsos profetas têm pregado falsas doutrinas religiosas. E como é que se prova se a doutrina é de Deus ou não? O parâmetro de comparação é a Sagrada Escritura, de onde fazemos o exame para saber se o que nos é ensinado confere com a doutrina de Deus. Veja o que está escrito em Atos 17:11: “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” 

E você? Será que examina os ensinos religiosos que recebe, comparando-os à Palavra de Deus? Ou será que o teu parâmetro de comparação tem sido tão somente o que os teus líderes religiosos têm pregado pra ti? Qual é a garantia de que eles não sejam falsos mestres? Aqui é preciso esclarecer um detalhe: o falso só é falso até que seja descoberto; enquanto isso não acontece ele será visto como verdadeiro. É como uma nota falsa de R$100,00 dada a uma pessoa que não conhece bem dinheiro. Na hora essa pessoa não sabe que o dinheiro é falso, e só vai ficar sabendo quando for depositá-lo no banco. O Caixa, porque é treinado para conhecer dinheiro, vai identificar a nota falsa com um só toque, e dizer àquela pessoa: você foi enganada com uma nota falsa.

Sei que você é temente a Deus, e é por isso que Ele mandou que escrevesse essas palavras. No princípio da Igreja, A Palavra de Deus foi anunciada a muitas pessoas, porém Deus a revelou àquelas que lhe eram tementes, e que desejavam ser salvos do pecado. Veja então, que a Palavra de Deus, embora anunciada, estava encorberta a todos, inclusive aos tementes a Ele. É por isso que Jesus Cristo discursava por parábolas ("E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado" - Mateus 13:10-11).

Escrevi um texto, chamado “Cerco de Jericó – breve análise e algumas considerações”, onde expus alguns pontos controvertido no meio dito cristão e fiz uma análise dos santos católicos. Você poderá encontrá-lo neste mesmo blog.

Que o Senhor Deus te releve a sua Palavra, em nome de Jesus Cristo.

"E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão;"
Gálatas 2:4

"E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição."
II Pedro 2:1

"AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo."
I João 4:1


terça-feira, 8 de maio de 2012

O Rosto de Jesus Cristo

Uma pergunta me veio à mente outro dia desses: por que Jesus Cristo não escolheu nascer, viver, morrer e ressuscitar nesta época?

Vivemos em tempos ultra-mega-power modernos, com imensa facilidade de comunicação, de imagem, de som, de transporte. Com esses recursos à sua disposição, Jesus Cristo, caso hoje estivesse no auge dos seus trinta e poucos anos (?!), poderia alcançar muito mais pessoas em menos tempo, de modo que em três anos e meio de ministério público, seu rol de seguidores poderia ser bem maior que o conquistado há 1980 anos, aproximadamente. Pensem o quanto suas mensagens seriam curtidas, comentadas e compartilhadas no Facebook? O quanto seriam armazenadas em arquivos de audio para serem ouvidas em qualquer tempo e lugar? O Quanto suas fotos seriam admiradas, amadas e cobiçadas? Imagine como seu físico seria inspirador para artistas esculpirem sua imagem, semelhança do seu verdadeiro corpo? 

A Artistas plásticos de várias épocas se requisitaram obras de escultura de Jesus Cristo, que foram produzidas segundo a criatividade e imaginação de cada um deles. O mesmo se deu com vários pintores, solicitados para dar um rosto bonito ao Mestre dos mestres. Mais recentemente, para a virada do século 21 o Vaticano encomendou,  mediante concurso mundial, um novo rosto para Jesus Cristo, que representasse com maior fidedignidade os tempos do século novo, vez que o rosto anterior já não representava as esperanças dos povos da era moderna, é dizer: estava arcaico, já não gerava mais nas pessoas a credibilidade esperada pelo sistema católico.

A resposta à minha pergunta eu obtive na própria Palavra de Deus. Jesus Cristo nasceu no tempo certo, no lugar certo, com as condições sociais e culturais próprias daquela época, tudo conforme determinado pelo Senhor Deus, “sem tirar nem por”. E o melhor de tudo: nada de tecnologia. E por quê?

O Senhor Deus sabe de tudo. Sabe, por exemplo, que o coração do homem é enganoso e perverso (Jr 17:9). Isso é fato. Oh, ser fácil de se enganar que é o homem! Basta uma eloquência bem colocada e, pronto, ele se sente até feliz por ser enganado (logicamente que ele não sabe que está sendo enganado, posto que a ele é ensinado, de modo bem lisonjeiro, que não precisa pesquisar mais nada além do que seu líder está lhe ensinando). 

Quero chegar no ponto em que todos reconhece Jesus Cristo por um rosto de homem claro (quase louro), belo, de olhar sereno, cabelos compridos e barba, porque a liderança religiosa ensinou a todos que tal rosto é dEle, “é como se fosse uma fotografia”, dizem. Ora bolas, como poderia ser uma fotografia se na época não havia nenhum resquício de tecnologia? 

Diga-se que os rostos de Jesus que circulam por aí distoam, e muito, da figura dEle descrita nas Escrituras. Há aproximadamente setecentos anos antes de Jesus, o Senhor Deus descreveu ao profeta Isaías certos aspectos de sua figura: sem beleza nem formosura, e não tinha boa aparência (Isaías 53:2). 

Jesus, sendo Deus, não poderia ter nascido nesta nossa época, para não ter imagens suas por aí sendo venereadas como se fosse Ele próprio (confusão entre a coisa e o ser que essa representa). E por quê? Simples, para não contrariar sua própria Palavra. Jamais o Senhor Deus permitiu que se elaborassem imagens que o representassem, pois sabendo que o coração do homem é enganoso, certamente este ser facilmente se corremperia – como de fato se corrompeu – para prestar culto e adoração à imagem, supondo estar adorando o próprio Deus. 

Será que eu não estou exagerando ou sendo fanático demais? Penso que não, pois as Escrituras me dão amparo. Nelas vejo, por exemplo, o texto que está no Livro de Deuteronômio, que menciona: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma alguma no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, fazendo para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou de mulher;” (Dt 4:15-16). Esse Texto refere-se à ocasião em que o Senhor Deus, quarenta anos antes, do monte Horebe ditou os Dez Mandamentos, e dentre esses o que diz “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, (...)” (Ex 20:4-5).

Você conhecia esse texto? Não? Pois saiba que ele é parte do Primeiro Mandamento (o “amar a Deus sobre todas as coisas” é um resumo muito do suscinto que te ensinaram do Primeiro Mandamento, só pra você se sentir feliz com pouca instrução). 

Não podemos fazer nenhuma figura do que está no céu, ou na terra, ou nas águas, e não há exceção, nem que fosse para nos fazer lembar do próprio Deus, porque isso faria com que nos corrompêssemos, passando a prestar culto e adoração à imagem que criássemos – exatamente como há muito se vê, e hoje não é diferente (prática que é abominável diante de Deus). 

Logo, não podemos sequer desenhar um rosto para Jesus. E esse foi um dos motivos que O levou querer nascer na pré-história da tecnologia. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (13/13)

13     RETORNANDO AO CERCO DE JERICÓ, PARA CONCLUIR


Na Religião Perfeita não consta nenhum ritual – ou campanhas – a ser praticado com o propósito de mover Deus a derrubar muralhas de problemas individuais. Cabe destacar que muitos problemas são criados exclusivamente pela própria pessoa, sem consulta prévia a Deus, e que depois se apega a qualquer prática religiosa, ofertada por líderes de sua confiança ou que lhe foram indicados, em busca de solução.

Todavia, o maior de todos os problemas não pode ser solucionado por meio de práticas religiosas desvirtuadas do Evangelho, que é o problema do pecado.
O problema do pecado é que ele separa o homem de Deus. Como todos nascemos contaminados pelo pecado, toda religião elaborada pelo homem também já nasce contaminada. É por isso que existem disputas religiosas: Porque todas estão contaminadas pelo pecado. Todas as religiões humanas se afirmam certas, e é por isso que estão erradas.

Apenas o verdadeiro Evangelho tem o poder de Deus para resolver o problema do pecado, eliminando-o do ser humano, e fazendo a perfeita religação a Deus.
Como em Jericó Deus derrubou a muralhas para o seu povo tomar a cidade, assim Ele também derruba as muralhas do pecado para tomar o homem novamente a si, por meio de Jesus Cristo.

Através da nossa morte e ressurreição juntamente com Jesus Cristo, o Senhor Deus nos purifica de todos os pecados, vale dizer, Ele nos torna santos pelo novo nascimento. Deixamos de ter a natureza pecadora, deixamos de viver na prática cotidiana do pecado, isso porque o corpo do pecado foi destruído na Cruz do Calvário. Isso não significa que nunca mais iremos pecar, apenas que não vivemos mais pecando. É lógico que poderemos cometer pecados, e foi para isso mesmo que o Senhor Deus inspirou o apóstolo João a escrever a seguinte sentença: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1ª João 2:1, sem o grifo). Pela Palavra, quem pecar tem um Advogado junto ao Pai, e não uma advogada como ensinam por aí. Se alguém pecar deve se arrepender e, em oração, pedir a intercessão de Jesus Cristo, e apenas Dele, para advogar nosso arrependimento junto ao Pai.

Uma vez que Deus derruba a muralha do pecado para se religar a ti, tendo você confessado a Jesus Cristo como teu único e suficiente Senhor e Salvador, mediante a compreensão do Evangelho, deve você permanecer livre do anátema, livre do amaldiçoado para que a presença de Deus permaneça contigo, dando-te as estratégias e forças para vencer as próximas batalhas.

Na tua nova vida poderão surgir inúmeras outras muralhas, mas nem todas Deus irá derrubar. No entanto, tenha certeza que Ele sempre te dará as condições de escalar algumas, furar outras, passar por baixo de tantas, e em outras simplesmente Ele te dirá para contorná-las. É importante reforçar que em todas elas você deve estar livre do amaldiçoado, ou seja, toda tua conduta deve estar inume às doutrinas religiosas misturadas com o Evangelho.

Por isso, quando no meio religioso que você frequenta, surgirem campanhas dirigidas a Deus, primeiramente pergunte ao seu sacerdote (padre, pastor, líder religioso) se tal campanha está conforme a Palavra de Deus; peça-lhe explicações quanto ao contexto no qual está baseada a dita campanha e, acima de tudo, tenha bom ânimo de pesquisar a respeito na Palavra de Deus. 

Seja Diligente! (1) Afinal de contas, são a tua vida presente e a tua vida eterna que estão em jogo, e não as do teu líder espiritual. Eu mesmo, ao longo de quinze anos de nova vida em Jesus, presenciei inúmeras campanhas sem nenhuma base bíblica, promovidas, inclusive, por renomados líderes “evangélicos”. A atual “Marcha para Jesus” é uma delas.

Lembre-se: o diabo enganou o homem no Jardim do Éden, para lhe roubar a vida eterna, e vem enganando a humanidade desde então. Será que você também não está sendo enganado por ele, aceitando várias doutrinas religiosas embutidas em uma só, e com isso, perdendo de receber de volta a tua vida eterna? Pense nisso.

Amém, para glória do nome de Jesus Cristo.

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(1) "E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim”. (Atos dos Apóstolos 17:10-11).

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (12/13)

12    A PERFEITA RELIGIÃO NÃO POSSUI TEMPLOS CONSTRUÍDOS POR MÃOS HUMANAS

“Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta”. (Atos 7:48).
Não vamos encontrar nenhuma passagem nas Sagradas Escrituras fazendo menção a alguma ordem de Jesus Cristo para seus apóstolos e discípulos construírem templos, com o propósito de neles ministrarem sua doutrina. A Religião Verdadeira é sem templos materiais (locais de celebrações religiosas), apenas templos de carne e osso, “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possui da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1ª Coríntios 6:19).

Templos de pedra ou de tijolos apresentam uma hierarquia funcional entre os seus membros, dotando um pequeno grupo com poderes mais especiais sobre os demais, inclusive sobre o destino de suas almas no pós-morte, para o que inventam rituais fantasiosos, pelos quais afirmam que as almas devem permanecer por certo tempo num certo lugar, e de lá saírem para o céu geralmente depois que seus parentes vivos pratiquem certos rituais ou façam oferendas.

Templos de pedra ou de tijolos demandam recursos financeiros para abrigar suas respectivas instituições religiosas, e para isso impõem aos fiéis o dever de contribuição, mediante ofertas, dízimos, e outras formas de arrecadação por inúmeras campanhas, além da prestação de serviços “voluntários” para não pagarem as devidas remunerações. Tudo isso com enorme peso de consciência àqueles que não agem do modo como seus líderes querem.

Templos de pedras ou tijolos representam lugares onde são ministradas diversas doutrinas religiosas, por meio de variados rituais litúrgicos, muitos dos quais sendo uma mistura de outros rituais, com ênfase aos dogmas das respectivas instituições religiosas em detrimento dos verdadeiros dogmas da Perfeita Religião, em total prejuízo ao genuíno Evangelho de Jesus Cristo.

Doutrinas religiosas elaboradas por homens e praticadas em templos de pedras ou de tijolos, não transformam pessoas em templos de habitação do Espírito Santo, embora seus pregadores afirmem o contrário. Apenas a Sã Doutrina tem a capacidade, o poder de transformar simples seres humanos em lugar onde a presença de Deus se faz constante, por meio da manifestação do Espírito Santo, verdadeiros templos espirituais.

Quando a pessoa inicia o seu processo de novo nascimento, por meio do arrependimento dos seus pecados cometidos, o Espírito Santo vê-se na liberdade de ministrar a ela o perdão ofertado por Jesus Cristo. Cada ser humano nascido de novo é um templo de habitação do Espírito Santo.

O cuidado aqui é não confundir Sã Doutrina com outras “sãs doutrinas” infirmadas por homens. Um exemplo de doutrina religiosa elaborada por homens é a que afirma que todos nós somos filhos de Deus. Essa doutrina é contrária à Palavra de Deus. Veja o que está escrito no Evangelho de João, 1:12: “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”. Na Carta aos Gálatas, cap. 3:26, o apóstolo Paulo escreveu “Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”. E na Carta aos Efésios o mesmo apóstolo reforça essa doutrina, afirmando que o Senhor Deus “nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo” (Efésios 1:5).

O próprio Senhor Jesus determinou sua grande comissão para os discípulos irem pregar o Evangelho a toda a criatura (Marcos, 16:15), e o apóstolo Paulo reforçou que o Evangelho foi pregado a toda a criatura que há debaixo do céu (Colossenses 1:23).

Para ser filho de Deus é preciso receber a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador. De outro modo, significa dizer que enquanto isso não acontece, todos são criaturas de Deus, mas não seus filhos.

Todos os seres humanos nascidos no pecado são criaturas de Deus. Para que haja filhos de Deus, é necessário que o genuíno Evangelho seja pregado a todas as criaturas, isto é, a todos os seres humanos, para que esses, mediante a fé, se arrependam e aceitem, recebam Jesus Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador, renunciando a tudo que aprenderam contrário ao Evangelho do novo nascimento.

Por fim, templos de pedra ou tijolos têm suas pregações e respectivas doutrinas religiosas fixadas em lugares determinados, onde as criaturas são convidadas a adentrarem para serem ministradas. Já os pregadores de Jesus Cristos devem sair ao encontro das criaturas, para lhes pregar o verdadeiro Evangelho.

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (11/13)

11    APRENDENDO A RESPEITO DA PERFEITA RELIGIÃO DE DEUS


“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). 


Caminho representa trajeto que liga um ponto a outro. Nesse sentido, Jesus é o caminho que religa Deus ao homem. É por ele que deve andar todo aquele que pretende ser religado a Deus, partindo do seu ponto inicial em direção ao ponto final, que é o próprio Deus.

Como percorrer esse caminho, chamado Jesus Cristo, para se religar a Deus? Como é o processo pelo qual Jesus religa Deus a nós?

Pelos princípios espirituais, o homem nasce morto, isto é, separado de Deus, porque traz consigo a mácula do pecado. Na Palavra está escrito: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). E Romanos 5:12 afirma que todos pecaram.

Quem nasce morto tem a necessidade de nascer de novo. Em vista dessa necessidade foi que Jesus Cristo mencionou ao intelectual Nicodemos a respeito do novo nascimento. Afirmou o Mestre:
“Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. (João 3: 3-7)”.

Repare na necessidade de se nascer de novo: só quem nascer novamente, não da carne, mas do Espírito, isto é, nascer do alto, pode ver o reino de Deus.

Uma vez que nascemos mortos espiritualmente, porque nascemos da carne, é necessário que essa mesma carne seja morta. É necessário que morramos para nós mesmos, para que possamos nascer de novo, no Espírito. Devemos morrer essa vida de pecado para nascermos novamente.

Aqui surge outra pergunta: como é que matamos a carne? O matar a carne não nos cabe. Tratando-se da religião perfeita, é Deus quem toma a atitude de matá-la, e isso Ele já providenciou por meio da morte de Jesus Cristo na Cruz do Calvário.

Todos nós, bem ou mal, aprendemos que Jesus Cristo morreu para pagar os nossos pecados. Isso é verdade, mas não é toda a verdade. O restante dela não é bem esclarecido, sabe-se lá por que razões. Significa, então, que nos ensinaram meia-verdade e preencheram o resto dela com qualquer outra coisa. Uma vez que meia-verdade não existe, o “todo” que nos ensinaram pode ser uma “bela” mentira.

Então, onde na Palavra está escrito que Jesus morreu pelos nossos pecados? Na 1ª Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 3, consta assim: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras”. Também está escrito na 1ª Carta de Pedro, cap. 3:18: “Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito”.

A próxima pergunta é: onde está escrito sobre a nossa morte ou a morte da nossa carne? Na 2ª Carta de Paulo aos Coríntios, no cap. 5:14, o Apóstolo escreveu: “Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram”. Jesus Cristo morreu por todos nós, logo nós também morremos. Ele morreu crucificado. Na cruz onde pregaram Jesus Cristo, nós também fomos pregados. Como é? Isso mesmo, você também foi pregado na mesma cruz de Jesus, junto com Ele, conforme a seguinte passagem: “sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado” (Romanos 6:6).

Viu só! Segundo as Escrituras, você, assim como eu e outras tantas pessoas, foi crucificado com Jesus Cristo. Naquela Cruz você morreu para ficar livre do pecado. Isso aconteceu conforme foi dito pelo próprio Senhor Jesus: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. E dizia isto, significando de que morte havia de morrer” (João 12:32-33). Jesus Cristo te atraiu naquela Cruz para você morrer com Ele.

Uma vez que você morreu com Jesus, outra coisa não resta senão ir para a sepultura. E você foi para lá, acompanhado de Jesus Cristo. Veja como está escrito: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4). Além do nosso sepultamento com ele, essa passagem também afirma que devemos andar em novidade de vida, isto é, vida nova pelo novo nascimento.

Mas se nascemos mortos espiritualmente, e agora estamos com o nosso corpo também morto, como é que poderemos viver em novidade de vida? A resposta é simples, clara, direta e objetiva: “e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus” (Efésios 2:6). A seguinte passagem da Carta de Paulo aos Colossenses, cap. 2:12, é bastante elucidativa: “tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos”.

Crucificado com Cristo, morto e sepultado com Ele, e ressuscitado juntamente com Ele, tudo isso pela fé no poder de Deus. Nada é pela fé no homem ou nas religiões que esse inventou. Todavia, naquela cruz somente o sangue de Jesus Cristo é que foi derramado para nos justificar de todos os pecados.

As Escrituras afirmam que “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23). Esse dom de Deus é traduzido por amor para salvar todas as almas da morte, e restituir a vida eterna ao ser humano que crer: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5:8-9). Também está escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Quem não crer, permanece na ira de Deus, debaixo de maldição. Mantém-se sob o anátema.

É oportuno esclarecer que o novo nascimento deve ser precedido do arrependimento. Jesus Cristo inicia seu ministério público com as seguintes palavras: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus”, conforme está escrito em Mateus 4:17.

Eis aí a perfeita religião elaborada por Deus para nos livrar do anátema. Eis o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo.

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (10/13)

10   JESUS CRISTO: A RELIGIÃO PERFEITA DE DEUS

A desobediência de Adão, que para Deus foi uma ofensa, introduziu a morte no mundo, primeiro separando o homem de Deus, depois a alma do corpo. A ofensa de Adão foi transmitida a toda raça humana, de modo que todos nós já nascemos com o pecado, isto é, nascemos separados de Deus primeiramente, e teremos a alma separada do corpo, futuramente.Para restaurar seu projeto original, o Senhor Deus providenciou, em primeiro lugar, sua religação ao homem, deixando a religação da alma ao corpo para um segundo e derradeiro momento, a acontecer como descrito no Livro de Apocalipse.


Para se religar ao homem, por sua abundante graça, Deus promoveu a vinda à terra do seu Filho Unigênito. E é só por Esse que ocorre a perfeita religião. “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” (Romanos 5:17). Aquele cordeiro que Deus matou no Jardim do Éden, derramando o seu sangue e tirando-lhe a pele para se religar ao homem, é figura do próprio Senhor Jesus Cristo, que derramou o seu sangue na Cruz do Calvário para nos religar ao Senhor Deus.


Antes de Jesus, a morte reinava. Depois Dele, reinam somente aqueles que recebem sua graça mediante a fé. Receber a graça é ato voluntário, consciente, implicando que todo ser humano é livre para rejeitá-la, caso queira permanecer vivendo separado de Deus.


Romanos 5:12 afirma, categoricamente: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. A morte, a separação da criatura de seu Criador, passou a todos os homens. Agora, caso queira, caso tenha vontade, cabe a cada um de todos os homens receber a graça, de graça, sem custo algum da religação de Deus por Esse ofertada através de Jesus Cristo, unicamente, isto é, sem ajuda de intermediários ou outras espécies de intercessores espirituais.


Os atos de manifestação de vontade são exteriorizados por meio de algum tipo de sinal que os identifique. Por exemplo, a sua assinatura em um documento é sinal que você concorda com o que ali está escrito. O ato de receber a religião de Deus também é exteriorizado por meio de um sinal que o identifica, que recebe o nome de batismo.

Considerando-se que o receber a graça de Deus é uma espécie de ato voluntário do homem que se exterioriza pelo batismo, esse ato não pode ser praticado por quem ainda não tem consciência de seus atos. É por isso que não se deve batizar crianças, pois essas não têm a menor ideia do que estejam fazendo, ou melhor, do que estão fazendo com elas ao lhes derramarem água em suas cabeças.

Somente pessoas capazes podem ser batizadas, pois possuem consciência de seus atos. Todavia, para que tenham consciência do que seja receber a graça de Deus e se decidam pelo batismo, é condição mais que necessária entenderem como devem agir para receberem a graça de Deus, ofertada por Jesus Cristo.

Imagine que alguém lhe ofereça à venda um imóvel bem localizado, por um ótimo preço, mas todo enrolado, com IPTU atrasado, cheio de multas, com problemas de escritura, sem lhe contar desses problemas. Você provavelmente se interessaria por esse imóvel. Agora imagine-se comprando o imóvel: quando você descobrisse os problemas, sua primeira reação seria a de querer desmanchar o negócio, devolvendo o imóvel ao vendedor e recebendo de volta o dinheiro pago. Mas se não conseguir desmanchar o negócio, você vai ter que suportar todos os prejuízos, com o risco de perder o imóvel e sem ver a cor do dinheiro de volta.

De outro lado, caso o imóvel não tenha nenhum problema, você poderá comprá-lo tranquilamente. Mas a compra só será válida se você estiver em pleno gozo de suas faculdades mentais, isto é, você terá que estar em sua plena capacidade para assumir o compromisso.

Com o ato do batismo dá-se o mesmo: você só poderá praticá-lo tendo plena consciência do que está fazendo, do contrário poderá estar comprando um imóvel cheio de problemas. Para que tenha plena consciência do batismo, é preciso antes que você o conheça. O batismo precisa ser apresentado a você.

Todo esse assunto sobre o batismo só para ressaltar que a graça de Deus religa o homem a Si, única e exclusivamente por meio de Jesus Cristo. Essa religião depende da manifestação de vontade do homem no sentido de aceitá-la, e uma vez aceita, o homem recebe o batismo como sinal exterior que identifica essa vontade.

Gosto de comparar o batismo a uma cerimônia de formatura. Em si mesma, a formatura representa um sinal exterior de que as pessoas, que estão se formando, passaram por um processo de aprendizado, aprenderam o que lhes foi ensinado e por isso estão ali, se formando. Por sua vez o batismo demonstra que a alguém foi ensinado sobre a obra redentora (o Evangelho) que Jesus Cristo realizou para religar Deus ao homem, que esse alguém aprendeu a respeito dessa obra e a aceitou.

É basicamente isso que sucedeu a certo homem culto que servia à rainha dos etíopes no princípio da Igreja. De acordo com o que está relatado no Livro de Atos, no cap. 8:26-38 (1), um etíope eunuco ia de viagem lendo uma passagem do Livro do Profeta Isaías, que falava de Jesus Cristo, mas sem entender o que lia. Mesmo sendo um homem bastante culto, o eunuco não entendia o que lia, por isso pediu explicações a Felipe. Após entender que o assunto que ele vinha lendo se referia à obra redentora realizada por Jesus Cristo, pediu para ser batizado. Felipe então lhe esclareceu que para ser batizado era necessário crer de todo o coração. Respondendo o eunuco, disse que cria que Jesus Cristo é o filho de Deus, e foi batizado.

Agora vem uma pergunta: se nem mesmo um homem culto, por seus próprios conhecimentos, entendia a respeito da obra redentora de Jesus, será que um recém-nascido poderá entender? Você, caro leitor, quando foi batizado ainda bebê de colo, entendia?

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(1) Mas um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai em direção do sul pelo caminho que desce de Jerusalém a Gaza, o qual está deserto. E levantou-se e foi; e eis que um etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adorar, regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías. Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro. E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes, porventura, o que estás lendo? Ele respondeu: Pois como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se sentasse. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. Respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus. E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água,
e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? [E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou (Atos 8:26-38).

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (9/13)

8   TODO ANÁTEMA É DESTRUÍDO E TODO ARREPENDIDO É CONSERVADO VIVO


Raabe e sua família foram retirados de Jericó e colocados à parte do arraial de Israel. Mais adiante a Palavra de Deus afirma que eles permaneceram habitando no meio da nação israelita. O mesmo não aconteceu com o israelita Acã, que foi morto, ele e sua família, e tudo o que era seu foi totalmente destruído, incluindo-se os produtos do furto. Observe que até a prata e o ouro furtados, que antes do furto deveriam ser destinados aos tesouros do Senhor, também foram destruídos, em vista de terem sido contaminados. E tudo o que é contaminado não entra e não permanece nos tesouros do Senhor.

Acã, que antes da batalha havia se purificado mediante o ato de circuncisão, tornando-se apto para enfrentar com seus companheiros os inimigos jericoítas, não permaneceu puro, tornou-se anátema ao desobedecer às ordens do Senhor. Em razão de sua desobediência, tanto ele como sua família foram mortos, e todos os seus pertences destruídos. Além disso, sua desobediência fez com que a nação de Israel perdesse uma batalha que desde o início já parecia ganha, na qual foram mortos trinta e seis soldados.

Agora, com Raabe ocorreu o contrário. Antes da batalha ela, sua família, bem como todos os seus pertences estavam amaldiçoados em relação aos princípios e às normas do Senhor. A chegada dos espias foi determinante para ela cair em si e reconhecer que o Senhor Deus estava a favor do povo deles, ou seja, se Deus era a favor daquele povo, logicamente que estava contra toda a população de Jericó. Diante dessa constatação, ela não perdeu tempo: Traindo sua pátria e seu sistema religioso, fez aliança com o povo inimigo para ter sua vida salva e também a dos seus parentes; depois, fez uma aliança com o Deus daquele povo que, de inimigo, passou a ser seu amigo; na verdade, ao fazer aliança com Deus, ela passou a fazer parte da família Dele.

Na vigência das regras do Velho Testamento, todo anátema deveria ser destruído em se tratando de objetos e morto, quando se tratasse de pessoas. Como já visto, anátema é pecado e esse faz separação entre Deus e o homem, conforme as Escrituras: “Mas as vossas iniquidades [= pecados] fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2). E as mesmas Escrituras também afirmam que a pessoa que pecar, morrerá: “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma [= pessoa] que pecar, essa morrerá”(Ezequiel 18:4).

Está escrito também que todos pecaram (Romanos 5.12). Quando a Bíblia afirma que todos pecaram, é porque todos pecaram, sem nenhuma exceção. E nesses “todos” pecadores estão incluídos todos os nascidos de mulher, mediante a fecundação pelo método natural do sexo com um homem. Jesus Cristo não está incluído nesse rol de homens pecadores, porque seu nascimento não decorreu de relação sexual entre homem e mulher. Ele não pecou e não conheceu o pecado porque o pecado não lhe foi transmitido na fecundação através do sêmen. Sua fecundação se deu pelo poder do Espírito Santo.

Na época do Velho Testamento todos deveriam morrer porque todos pecaram. Mas como as misericórdias do Senhor, que não têm fim, são a razão pela qual não somos consumidos (Lamentações de Jeremias 3:22), e elas precedem ao juízo [triunfam sobre o juízo] (Tiago 2:13), o Senhor Deus providenciou o meio pelo qual salvaria da morte os pecadores dentre o seu povo, mediante a intercessão de sacerdotes: “E o sacerdote fará expiação pela pessoa que pecou, quando pecar por ignorância, perante o SENHOR, fazendo expiação por ela, e lhe será perdoado” (Números 15:28).


9    A ORIGEM E O FIM DO PECADO

Afirmam as Sagradas Escrituras que o pecado entrou no mundo por um só homem (Romanos 5.12). Esse homem era Adão, que desobedeceu a única proibição que o Senhor havia colocado como regra no Jardim do Éden, comendo do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. O homem, quando ainda conservava a imagem e semelhança de Deus, não sabia diferenciar o bem do mal; para ele tudo estava certo, tanto que andava nu e não se envergonhava disso. Mas o pecado “abriu os olhos do homem” e ele percebeu que estava nu, o que o levou a se esconder do Senhor Deus e ainda por cima, cobrir-se com folha de figueira. Nascia aí a primeira religião, feita pelo homem, usando de sua inteligência, sua “capacidade” de discernir o bem do mal.

Ele sabia que sua desobediência havia causado o pecado, e que o pecado o levaria à morte (morte, aqui, com o significado de separação eterna de Deus). O pecado desligou o homem de Deus.

Para não viver nessa condição de desligado para sempre de Deus, o homem inventou o primeiro método de se religar ao Senhor, a primeira religião. Ele deve ter pensado o seguinte: “Dei ouvidos ao diabo e agora estou ferrado! Assim que o Senhor Deus vier aqui, no entardecer de hoje, vai perceber que eu o desobedeci e por isso me separei Dele. E agora, o que fazer? Já sei: para me manter ligado a Ele, vou cobrir minha nudez com estas folhas de figueira, e Deus vai me ver vestido, e desse modo me mantenho ligado ao Criador”. E assim fez.

Entretanto, Adão não contava com a sabedoria de Deus, que desde a eternidade já sabia o que o homem haveria de fazer. Como se o ser humano pudesse esconder algo de Deus!
Naquele momento da história do homem, Deus elabora a sua religião: matou um cordeiro, tirou-lhe a pele e fez dela uma túnica para o homem, e assim criava a segunda religião, a perfeita.

O termo “religião” é derivado do latim, com o significado de religar, tornar a ligar. Ora, para que algo possa ser “religado”, é necessário que primeiramente ele estivesse ligado, fosse então desligado, para tornar a ser ligado. Isto é religar: ligar o que esteve ligado e foi desligado.

O homem foi feito ligado a Deus, e Dele se desligou logo após. Mas Deus providenciou o meio adequado para Ele se religar ao homem. Ele nem se importou com o método criado por Adão. Um detalhe importante: pelo método de Deus é Ele que toma a atitude de se religar ao homem; é Dele toda a ação; Ele foi o agente ativo; Ele que praticou o ato de religar. O homem foi o agente passivo, quem recebeu a ação religadora de Deus.

Deus está agindo sempre para se religar ao homem, para se religar a você. Por sua vez, o homem que deseja ser religado a Deus, deve permanecer passivo, inerte; ele não deve tentar se religar a Deus utilizando-se de seus métodos falhos.
Uma pergunta: O que dura mais, a folha da figueira arrancada da árvore ou a pele de um animal? Parece-me que a resposta é óbvia: a pele dura muito mais que a folha arrancada da árvore. Daria para se dizer que a pele dura pra sempre, comparando-a com a folha.

Agora imagine a hipótese de o homem rejeitar a religião criada por Deus para se sujeitar à sua. Imagine que ele tirasse a túnica feita de pele de cordeiro para usar sua sunga feita da folha da oliveira. Logo que a folha murchasse ele seria obrigado a arrancar outra para fazer nova sunga, até que essa também murchasse, obrigando o homem a arrancar outra folha para confeccionar nova sunga, e assim sucessivamente. Enquanto isso a túnica confeccionada por Deus estaria lá, jogada num canto qualquer.
Cada folha arrancada representa uma nova religião que o homem inventa, utilizando-se dos seus métodos, dos seus esforços, dos seus méritos para tentar se religar a Deus. E com isso ele deixa atirada num lugar qualquer de sua vida a perfeita religião de Deus.

Assim, quanto à origem, podemos classificar as religiões existentes no mundo de hoje - e de outrora - de dois modos: 1) feitas pelos homens, em quantidade incontável; e 2) feita por Deus, apenas uma.

Deus precisou matar um cordeiro, derramar seu sangue e tirar-lhe a pele para encobrir o pecado do homem, e assim se religar a esse. Porém a consequência mais grave o homem teve de suportar: passar pela morte física após determinado tempo de existência, o que não era o desejo de Deus ao fazê-lo à sua imagem e semelhança. No projeto original, depois de ser criado, o homem deveria viver para sempre, e sempre ligado ao seu Criador. Mas o pecado modificou esse projeto, para colocar um tempo finito de vida no ser humano.

É por isso que todo homem não quer morrer. É que lá no seu DNA consta a informação de que ele nasceu para viver para sempre; mas consta também a informação do pecado, indicando um ponto final em sua vida.

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (8/13)

7     AS BATALHAS CONTRA JERICÓ E CONTRA AI 

Na última volta, no último dia, após percorrer cerca de cinquenta e seis quilômetros (1), ao sonido prolongado das sete trombetas, as muralhas de Jericó caem e os Hebreus invadem a cidade, com a missão de destruir completamente os habitantes, poupando apenas a família de Raabe. Os dois espias, em cumprimento à parte deles no acordo, retiraram Raabe e sua família da batalha, levando-as para fora do arraial de Israel. Isso é muito importante! Por que Raabe e sua família ficaram fora do arraial de Israel? Para entrar no arraial (naquelas circunstâncias, seria o mesmo que entrar na nação de Israel), eles deveriam antes de tudo aderir às regras daquele povo para serem aceitos. Uma coisa é serem poupados da matança em Jericó; outra é cumprirem as exigências legais dos Israelitas para serem aceitos por eles.
Assim também é na vida com Deus: uma situação é Ele nos livrar da morte, ante o arrependimento das práticas politeístas; outra é cumprir as regras espirituais para ser aceito no Reino.

Durante a batalha todo o tesouro encontrado deveria ser preservado para o Senhor, enquanto tudo o que representasse anátema estava destinado à destruição. Contudo, infelizmente parece que sempre tem um cidadão que não entende direito a mensagem, e também não pede para que alguém a desenhe para ele. Durante a batalha, Acã, descendente da tribo de Judá, vendo os despojos de guerra, cobiçou uma boa capa babilônica, duzentos siclos de prata e uma cunha de ouro. Ele deve ter pensado assim: “ora, que são esses despojos comparados à quantidade já arrecadada? Ninguém deve tê-los vistos, então vou pegá-los para mim”. (Isso não está na Bíblia, é mera conjectura). Acã não se guardou do anátema, e ainda por cima, furtou a Deus. Toda a prata, e o ouro, e os vasos de metais que fossem encontrados em Jericó eram para ser consagrados ao Senhor, para o seu tesouro (Josué 6.19). A cunha de ouro e os duzentos siclos de prata que Acã pegou para si, deveriam ser entregues ao tesouro do Senhor.

A maldição de Acã recaiu sobre si e sua conduta foi descoberta. No cap. 7:13, o Senhor disse: “Anátema há no meio de ti, Israel”. O ouro, prata e vasos de metais não eram amaldiçoados aos olhos do Senhor, porque se fossem não iriam para o seu tesouro. Deus não aceita e não quer nada que seja amaldiçoado. (Logicamente que o tesouro não seria usufruído por Deus, senão pelo seu povo. O verdadeiro tesouro de Deus é o seu povo: “Porque o SENHOR escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro” - Salmo 135:4). Significa dizer que Deus jamais irá desejar que o seu povo possua algo que seja amaldiçoado.

Mas e a capa babilônica? Na Bíblia, capa tem o significado de proteção contra o pecado, de esconder o pecado dos olhos de Deus. Foi assim com Adão, com Noé. Com a capa babilônica Acã tinha em mente esconder o seu pecado de desobediência a uma ordem divina. E todo pecado não passa de simples desobediência a uma ordem de Deus, e não há nada encoberto que não venha a ser revelado (Mateus, 10:26; Marcos 4:22; Lucas 12:2).

Toda vez que o homem desobedece a uma ordem de Deus, no fundo ele está dizendo a si mesmo: ”eu faço e sigo apenas as 'minhas' ordens; se essas estiverem conforme as de Deus, muito bem para Ele; se não, muito bem para mim”. Acã seguiu suas “próprias” normas em relação aos despojos de guerra, e com isso a nação inteira sofreu na primeira batalha seguinte à de Jericó, justamente contra uma cidadezinha, chamada Ai, onde os Israelitas foram guerrear com quantidade de homens bem inferior à que tinham empregados na batalha contra Jericó, e precisaram fugir depois da baixa de trinta e seis soldados.

Agora, por que você acha que as nações sofrem (com “nações” quero me referir a cada um dos habitantes de cada quadrante deste planeta, incluindo você)? Quantos Acãs seguem hoje suas “próprias” normas, ao invés de seguir às de Deus?

Na verdade, ninguém tem suas “próprias” normas, senão que todos somos induzidos a seguirem tais e quais normas. A indução começa na tenra infância, pela educação que recebemos de nossos pais, que receberam dos seus, e assim regressivamente até o primeiro ser da família. Depois, a indução é reforçada na escola, comunidade local, cidade, estado e país. Então, “nossas” normas são, na realidade, produto da educação que recebemos ao longo da vida, e o modo como a processamos, variando de intensidade, conforme o grau de confiança que temos nas pessoas que nos ensinam. Variam também de acordo com nosso comprometimento de mudar de ideia na medida em que percebemos que algumas normas recebidas não mais nos satisfazem, porque notamos que contradizem outras.

Em relação às normas religiosas, nossos pais foram os primeiros mestres a nos ensinar o que eles aprenderam dos seus pais (e eles são da nossa mais alta confiança, razão pela qual não lhes fazemos questionamentos quanto ao que está certo ou errado: vindo deles, “está tudo certo”). Posteriormente, o que nossos pais nos ensinaram é confirmado pelo grupo religioso frequentado por nossa família (sabe como é, né: meus pais eram dessa religião, eu também nasci nela e nela vou morrer, porque não quero e não vou mudar, e até porque o grupo religioso é liderado por sacerdotes de extrema confiança e não podem, nem devem ser questionados, pois isso seria coisa de herege, como também é coisa de herege frequentar ou conhecer outra religião, ou até mesmo ler a Palavra de Deus).
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(1) Segundo relatos, cada volta à Jericó tinha oito quilômetros.

Cerco de Jericó - Análise e algumas considerações (7/13)

6    DEUSES EGÍPCIOS, GREGOS, ROMANOS E OS SANTOS CATÓLICOS


Dentre as instruções para a batalha de Jericó, havia a de que os hebreus não deveriam tocar no anátema, devendo guardar-se dele para não tornarem Israel maldito, amaldiçoado e ser destruído. No contexto da nação de Israel daquela época, o povo não deveria cultuar os deuses cultuados na terra de Canaã; ao contrário, a ordem divina era para destruir suas estátuas, queimar no fogo suas imagens de escultura, em atenção ao Primeiro dos Dez Mandamentos.

O sistema católico afirma que a proibição estava restrita à fabricação de estátuas dos deuses egípcios, pois se assim fizessem, estariam retornando ao cativeiro do Egito, à escravidão a que os deuses desse país haviam reduzido a nação de Israel por quatrocentos e tantos anos. Em vista dessa doutrina, cumpre-me listar alguns dos deuses egípcios, gregos e romanos, e confrontar suas funções com as que são atribuídas aos santos católicos, e deixar às conclusões de quem ler este trabalho, até mesmo porque as conclusões variarão conforme o grau cultural de quem ler essas linhas.

DEUSES EGÍPCIOS
Segundo a história contada, o Antigo Egito era politeísta. Com o passar dos tempos, a religião egípcia sofreu mutações, chegando a reconhecer a existência de um único deus, auxiliado, no entanto, por outras divindades menores.
“Antiga religião egípcia (ou mitologia egípcia) é o nome dado a religião praticada no antigo Egito desde o período pré-dinástico, a cerca de 3.000 anos a.C. até o surgimento do cristianismo. Inicialmente era uma religião politeísta por crer em várias divindades, como forças da natureza. Ao passar de séculos, a crença passou a ser mais diversificada, sendo considerada henoteísta, porque acreditava em uma divindade criadora do universo, tendo outras forças independentes, mas não iguais a este. Também pode ser considerada monoteísta, pois tinha a crença em um único deus, as outras divindades eram neteru (plural de neter), o que podem ser chamados de 'anjos de deus', o que seriam vários aspectos de um mesmo deus. A religião era praticada em templos e santuários domésticos. A religião ainda é praticada atualmente, porém com minorias. O kemetismo é uma reconstrução neopagã da religião ainda praticada atualmente. (in http://pt.wikipedia.org/wiki/Deuses_eg%C3%ADpcios, aos 2-7-2011, às 12h04).”

É oportuno destacar que a história egípcia publicada conta a tentativa de um faraó estabelecer o monoteísmo naquele país, conforme este trecho de artigo extraído da internet:
“Durante o governo de Amenófis IV (1353 a.C. – 1336 a.C.), a vida religiosa dos egípcios sofreu uma verdadeira revolução no momento em que o faraó tentou instituir o monoteísmo a toda a população. Buscando diminuir a influência política dos sacerdotes, este monarca reconhecia somente o deus Aton (divindade representativa do círculo solar) como o único deus a ser adorado. Apesar do grande impacto de sua imposição, o politeísmo logo foi restaurado com o fim de seu governo. (Por Rainer Sousa, Graduado em História. Equipe Brasil Escola - inhttp://www.brasilescola.com/historiag/religiosidade-egipcia.htm, em 03-7-2011, às 0h51).”

Dentre muitas mitologias egípcias, destaca-se a que narra a estória de Osíris, deus governador da terra que foi morto e esquartejado em quarenta pedaços pelo invejoso Seth, que teria espalhado os pedaços pelo deserto e no rio Nilo. Ísis teria conseguido encontrar os pedaços, exceto o pênis, que teria sido comido por três peixes. Osíris e Ísis teriam se unido em casamento, gerando um filho, chamado Hórus. Como a concepção deu-se sem o pênis de Osíris, teria surgido nesse ato a primeira ideia de “imaculada concepção”. Ísis tornou-se conhecida como “A Virgem”. O filho Hórus teria se vingado de Seth, mas na batalha teria perdido um olho, olho esse que ficou conhecido como o “olho de Hórus”, o símbolo de proteção daquela nação.

A mesma mitologia grega, contada de outro modo, também destaca a criação:
“De acordo com o relato egípcio da criação, no princípio só existia o oceano. Então Rá, o Sol, surgiu de um ovo (segundo outras versões de uma flor) que apareceu sobre a superfície da água. Rá deu à luz quatro filhos, os deuses Shu e Geb e as deusas Tefnet e Nut. Shu e Tefnet deram origem à atmosfera. Eles se serviram de Geb, que se converteu na terra, e elevaram Nut, que se converteu em céu. Rá regia todas as coisas. Geb e Nut posteriormente tiveram dois filhos, Set e Osíris, e duas filhas, Ísis e Néftis. Osíris sucedeu Rá como rei da terra ajudado por Ísis, sua esposa e irmã. Set odiava seu irmão e o matou. Ísis embalsamou o corpo do seu esposo com a ajuda do deus Anúbis, que desta forma tornou-se o deus do embalsamento. Os feitiços poderosos de Ísis ressuscitaram Osíris, que chegou a ser rei do mundo inferior, da terra dos mortos. Horus, filho de Osíris e Ísis, derrotou posteriormente Set em uma grande batalha tornando-se rei da terra. Desse mito da criação surgiu a concepção da eneada, grupo de nove divindades, e da tríade, formada por um pai, uma mãe e um filho divinos. Cada templo local tinha sua própria eneada e sua própria tríade. A eneada mais importante foi a de Rá com seus filhos e netos. (in http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/
religiao-egipcia.htm, em 6-7-2011, às 0h37).”

A seguir segue relação de alguns deuses egípcios com um pouco de suas respectivas atribuições.
- Rá, o maior deles, o deus-sol.
- Amom era o deus da criação da vida, o deus dos deuses, o mais poderoso.
- Amom-Rá era o deus resultante da união, da fusão dos deuses Rá e Amom.
- Osíris, irmão e marido de Ísis e pai de Hórus, julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades". Usava na cabeça uma mitra branca. Teria sofrido uma terrível morte pela qual assegura a felicidade eterna aos seus protegidos.
- Ísis escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. Era a deusa da maternidade e da fertilidade. Suas lágrimas teriam originado o rio Nilo.
- Seth era originalmente um deus bom, auxiliar de Rá, irmão de Osíris, e tornou-se espírito mal, deus da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes.
- Hórus carregava a chave da vida e da morte. Seria o terceiro deus da tríade: Osíris, Íris e Hórus. Teria sido concebido após a morte de seu pai, Osíris.
- Hátor era a deusa do céu e protetora das mulheres. Depois de Ísis era a mais venerada, deusa do amor e da alegria.
- Ptah fez os homens. Criou o mundo por sua palavra. Venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives.
- Tuéris (Taueret) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo.

Esses deuses e outros tantos aqui não relacionados tinham uma imagem de representação.

DEUSES GREGOS E ROMANOS
Entre os deuses gregos e romanos há, diria, uma perfeita simetria, variando apenas a nomenclatura de uma para outra nação. Eis alguns, extraídos do site http://www.historiadomundo.com.br/artigos/deuses-gregos-romanos.htm, em 6-7-2011, às 0h23:

Deus Grego
Deus Romano
Função ou Característica
Zeus
Júpiter
Pai dos deuses e dos homens, principal deus do Olimpo.
Cronos
Saturno
Deus do tempo, pai de Zeus. Pertencia à raça dos titãs.
Hera
Juno
Rainha dos deuses, esposa de Zeus.
Hefesto
Vulcano
Artista do Olimpo, fazia os raios que Zeus lançava sobre os mortais. Filho de Zeus e Hera.
Poseidon
Netuno
Senhor do oceano, irmão de Zeus.
Hades/Dis
Plutão
Senhor do reino dos mortos, irmão de Zeus.
Ares
Marte
Deus da guerra, filho de Zeus e Hera.
Apolo
Febo
Deus do sol, da arte de atirar com o arco, da música e da profecia. Filho de Zeus e Latona.
Artemis
Diana
Deusa da caça e da lua, irmã de Apolo.
Afrodite
Vênus
Deus da beleza e do amor, nasceu das espumas do mar.
Eros
Cupido
Deus do amor, filho de Vênus.
Palas
Minerva
Deusa da sabedoria, nasceu da cabeça de Zeus.
Hermes
Mercúrio
Deus da destreza e da habilidade, cultuado pelos comerciantes. Filho e mensageiro de Zeus.
Deméter
Ceres
Deusa da agricultura, filha de Cronos e Ops.




SANTOS CATÓLICOS
É impossível listar neste pequeno trabalho todos os nomes e funções dos ditos santos católicos. Entretanto, pode-se afirmar que todos obtiveram esse status em razão de suas vidas de santidade, devotadas ao próximo, em pobreza, a serviço do sistema católico, abnegados de si mesmos, e a quem foi atribuído alguma espécie de milagre (1). Por assim dizer, a espécie de milagre define a função do santo para quem o devoto deve dirigir a reza a fim de alcançar o mesmo milagre, isto é, a mesma graça.
A relação a seguir apresenta apenas alguns santos catalogados pelo sistema católico (2):
Bárbara: protetora contra tempestades e batalhas, ao menos é esse o significado que extraio da reza a ela dirigida(3).
Cosme e Damião: dizem ser os protetores das crianças, mas podem ser também dos médicos, de acordo com a reza (4).
A esses nomes seguem-se estes:
“Santos e santas de todos os tempos, rogai por nós!
São Martinho de Lima, protetor do povo da rua.
Santa Maria Eufrásia, protetora das mulheres pobres, marginalizadas e presas.
São João Eudes, defensor e protetor das mulheres prostituídas.
São Maximiliano Kolbe, preso e condenado a morte de sede e fome.
São Pedro Nolasco, defensor e protetor dos prisioneiros.
São Tomás Morus, mártir da verdade e dignidade humana.
Santa Edith Stein, mártir do povo perseguido e fiel a sua fé.
Santa Josefina Bakita, roubada de seu povo, escravizada e amorosa com as crianças.
D. Oscar Romero, assassinado no altar por defender os pobres e perseguidos.
Santo Dias da Silva, operário morto pela polícia durante greve em São Paulo.
Santa Catarina de Sena, analfabeta, doutora da Igreja, defensora e protetora dos doentes e encarcerados.
Enfim, tantos irmãos e irmãs nosso que fizeram de suas vidas a verdade das palavras do Senhor Jesus: 'Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus irmãos'. (Pe. Júlio Lancellotti, in Primeiro de novembro é o dia de todos os Santos, extraído do site http://www.oarcanjo.net/site/index.php/blog/todos-os-santos/, em 7-7-2011, à 1h38).”

Poderiam ser listados outros nomes de santos católicos, mas isso não seria útil. O ponto a se destacar aqui refere-se ao fato de existir ao menos um nome venerável, arrolado pelo sistema católico, para tratar de qualquer assunto pessoal. Desde livramento de dívida até para se encontrar objetos perdidos existe pelo menos um santo católico para atender aos pedidos de seus devotos.

Respeito tua conclusão, caro leitor. Mas quer me parecer que as funções dos antigos deuses egípcios, gregos e romanos foram assumidas pelos santos católicos. Seria o mesmo que dizer que esses realizam atividades antes afetas àqueles.

Atualmente, o sistema católico vem alertando seus fiéis contra a idolatria, com a seguinte distinção: adoração à imagem é diferente de veneração a ícone. A primeira caracteriza a idolatria, proibida pelas Sagradas Escrituras, pois seria colocar outro ser no lugar de Deus. A última, a veneração a ícone, é permitida, pois é a representação de alguém junto a Deus no céu, capaz de interceder pelo fiel. Todavia, uma análise mais atenta da Palavra de Deus em cotejo com as orações a tais ícones/santos vai revelar que tanto uma como outra é anátema, mas o magistério católico afirma que não. E o senhor Deus diz ao seu povo para se guardar do anátema.

Egípcios, gregos e romanos tinham deuses a quem dirigiam orações pedindo proteção para situações específicas. O mesmo fazem os fiéis católicos para os seus santos. Tanto os deuses egípcios, gregos e romanos como os santos católicos têm as mesmas atribuições auxiliares ao deus maior, sendo a mais importante, talvez, a de intercessores, quando não são eles mesmos, os santos, os próprios realizadores dos milagres. Como no Egito havia deuses adorados em determinados locais, e totalmente desconhecidos em outros dentro da mesma nação, assim é com a nação católica: tem santos venerados em determinados lugares que são totalmente desconhecidos em outros, ou têm os nomes adaptados aos lugares, o que facilita suas aceitações pelos fiéis locais.

Tudo isso é anátema diante das regras e princípios estabelecidos por Deus e revelados nas Sagradas Escrituras.

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(1) Ao menos é assim que a história nos foi transmitida pelos magistérios católicos.
(2) A adoração aos santos foi instituída no ano de 375 d.C., embora o sistema católico afirme terem sido encontradas imagens nas catacumbas de Roma, feitas pelos primeiros cristãos, todavia não há sinais de que eram adoradas.
(3) Oração a Santa Bárbara: Ó Santa Bárbara, que és mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei com que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Fica sempre a meu lado para que eu possa enfrentar, de fronte erguida e rosto sereno, todas as tempestades e batalhas de minha vida, principalmente a de (fazer o pedído), para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render Graças a Deus, críador do céu, da terra e da natureza e que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Santa Bárbara, rogai por nós. Rezar 3 Pai-nossos, 3 ave-Marias e 3 Glórias ao Pai. (in http://www.cademeusanto.com.br/oracao_santa_barbara.htm, em 03-7-2011, às 21h40).
(4) Oração a São Cosme e Damião: São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou. repouse também em meu coração. Que a vossa proteção, Cosme e Damião, conserve meu coração simples e sincero para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: "Deixa vir a mim os pequeninos, pois deles é o Reino do Céu.--. São Cosme e Damião, rogai por nós. (in http://www.cademeusanto.com.br/oracao_sao_cosme.htm, em 03-7-2011, às 21h44).